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domingo, 19 de novembro de 2017

Dicas para a leitura da Bíblia




– Muitas pessoas, não conseguem ler a bíblia por falta de instrução e até mesmo de sabedoria. Ler a bíblia de qualquer maneira é perca de tempo.

Como deve ser a leitura bíblica:


A bíblia deve ser lida de uma forma eficiente! Geralmente quando pegamos a bíblia para ler pela primeira vez, começamos pelo livro de Gênesis, e é ai que se encontra o erro: Começar a ler a bíblia pelo livro de Gênesis.


Confira então algumas dicas para você começar a fazer essa leitura indispensável para todos nós.


Porque não ler Gênesis sendo o mesmo o primeiro livro da bíblia?


Devemos entender que a Bíblia não é um livro comum que deve ser lido diretamente de capa a capa. Ela é uma coleção de livros escritos por vários autores, inpirados por Deus e reunidos em um único livro. Porém o foco de um cristão é Cristo! Martinho Lutero disse que a Bíblia é o “berço de Cristo” pelo fato dos livros e profecias nela descritos apontarem para Ele. A leitura do Velho Testamento é uma leitura um pouco pesada e cansativa para uma pessoa que quer começar ler a bíblia pela primeira vez.


Por onde começamos ler a Bíblia?


O lugar mais fácil para começar a ler a bíblia, é pelos Evangelhos localizados no Novo Testamento! Uma dica é começar pelo Evangelho escrito por Marcos, é um livro rápido e de fácil leitura que descreve o que Jesus Cristo fez em sua jornada terrena. Quando você terminar de ler o Evangelho de Marcos passe para o Evangelho de João e conheça as palavras ditas por Jesus, leia e releia quantas vezes achar necessário, faça anotações, pesquise, medite. Depois de estar familiarizado com esses dois livros e com a vida de Cristo, leia os outros dois Evangelhos, Mateus e Lucas e veja que ler a bíblia pode se tornar algo agradável.


Li os Evangelhos e já estou “afinado” neles. E agora? Posso ler a bíblia do começo?


Já sabe quem é Jesus Cristo? Conhece toda a vida d’Ele até mesmo de trás pra frente? Está cada vez mais intimo e com vontade de ler a bíblia? Esse é um bom caminho. Porém antes de passares para o Velho Testamento e “comer toda a refeição” que tal “comeres uns aperitivos” para aguçar ainda mais nossa “fome”?


Folheie algumas páginas de sua bíblia depois de ter terminado Lucas e leia as cartas que Paulo enviou aos Romanos e aos Efésios, se tiver dificuldade em encontrar olhe no índice de sua bíblia, isso não é pecado viu? Romanos e Efésios serão dois livros que ensinarão a você se alegrar em Deus e viver uma vida que O honre.


Que tal ir para o início da bíblia agora? Gênesis!


Gênesis; Criação, Pecado, Dilúvio, Temor, Fé, Sacrifício e aí por diante. Esse são temas da história que irás encontrar daqui para frente. Se até agora a seu entendimento para com a bíblia tem sido fácil, nesse ponto irá complicar um pouco, porém nada que dedicação e vontade não resolva. Não exite em pedir auxilio a uma pessoa de maior entendimento da bíblia quando tiver dificuldades.


Após Gênesis, pule alguns livros!


Depois de Gênesis pule os livros: Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio. São livros de difícil leitura e entendimento por serem detalhados e descreverem muitas leis. Deixe-os para estudar futuramente, não se prenda a eles e não corra o risco de desanimar de ler a bíblia mediante as dificuldades impostas por eles! Passe para o livro de Josué e Leia até Crônicas pule os livros de Isaias até Malaquias. Por por final, leia Salmos, Provérbios e Eclesiastes!




Seis Dicas para ler a Bíblia

Há diversas formas de se olhar para o texto bíblico. Por ser um Livro com milhares de anos de existência e que traz em seu conteúdo verdades de fé, é possível lê-lo de várias maneiras.


É claro que estas aqui apresentadas não são as únicas, mas procuramos apresentá-las de maneira complementar – uma não exclui a outra – e todas elas podem se mostrar válidas aos seus objetivos.


         Confira 6 planos para a leitura da Bíblia:

1°) – Leitura Literária – Faça da leitura um hobbie.
2°) – Leitura Histórica – Compare os fatos bíblicos com a História Geral.

3°) – Leitura Devocional – Procure se concentrar nas verdades reveladas; acima de tudo, são estas verdades que Deus quer lhe falar.


4°)- Leitura Técnico-pastoral – Lembre-se sempre que a Palavra de Deus é soberana, assim tenha uma atitude humilde de buscar somente o que o próprio texto diz e nunca levar convicções pessoais ao texto.


5°) – Leitura Crítica – É fundamental neste nível de leitura que não se despreze nenhum recurso disponível na obtenção da verdade e dos argumentos originais.


6°) – Leitura Apologética – Sendo este o caso, é importante conhecer os conceitos e doutrinas do oponente para que se busque textos que afirmem diretamente as verdades doutrinárias que se deseja enfatizar.

Seja qual for seu objetivo ou motivo, leia sempre a Bíblia.

















Pr. Lucinho Barreto

















Dica de Leitura #1 - Leandro Quadros



>>>Áudio: Bíblia Falada<<<





          Texto Fonte





Daniel na Cova dos Leões


Daniel na cova dos leões é uma das histórias mais conhecidas da Bíblia, e está registrada em Daniel 6. O profeta foi lançado na cova dos leões porque não deixou de adorar ao Deus de Israel, infringindo o decreto do governante da Babilônia.


O episódio de Daniel na cova dos leões ocorreu durante o governo de Dario, apesar de muitas pessoas equivocadamente pensarem que foi durante o reinado do rei Nabucodonosor. Nesse tempo, a Babilônia já havia sido conquistada pelo Império Medo-Persa, que ocasionou a morte do rei Belsazar.


Belsazar foi o último rei da Babilônia. Ele era o filho mais velho de Nabonido. A lista de reis da Babilônia, Lista de Reis de Uruk, não menciona Belsazar como rei da Babilônia, com Ciro sendo o sucessor de Nabonido, que reinou por dezessete anos.

Como era a cova dos Leões?
Era comum entre os reis do primeiro milênio antes de Cristo manter leões em cativeiro. Apesar disso, não existe um relato detalhado de como eram essas covas que serviam para manter os felinos presos.

Com base em alguns detalhes, especialmente na narrativa do livro de Daniel, estudiosos sugerem que a cova dos leões era um tipo de buraco profundo, como um fosso, e no topo havia uma cobertura, talvez ao nível da terra, com uma pequena abertura, algo semelhante a uma cisterna. De acordo com o texto bíblico, parece que essa abertura no topo era alta a ponto de um homem não poder alcança-la e escapar por ela (Daniel 6:17).


Provavelmente também havia alguma forma de acesso à cova pelas laterais, como um tipo de porta por onde os animais porventura poderiam ser tirados ou colocados na cova. Talvez esse acesso lateral pudesse ser usado para alimentá-los também.


Algumas pessoas tentam especular quantos leões viviam em cada cova, mas não há qualquer dado realmente confiável nesse sentido. Há quem fale em um número de sete leões, mas tal informação é baseada num texto apócrifo que não desfruta de autoridade histórica.


Por que Daniel foi lançado na cova dos leões?

Daniel foi lançado na cova dos leões por dois motivos. O primeiro, diz respeito ao fato de ele ter contrariado um decreto real. Após a conquista da Babilônia pelos medo-persas, o profeta achou graça diante de Dario, o Medo.

Como consequência, ele começou a se destacar muito no império, tal como havia ocorrido durante os dias de Nabucodonosor. Daniel havia sido designado pelo rei para ser um dos três homens responsáveis por supervisionar cento e vinte governadores de províncias que ele tinha estabelecido.


Todavia, por dádiva Divina, Daniel se destacou entre os demais de tal forma que o rei teve vontade de colocá-lo como superior sobre todo o reino. Isso despertou a ira e a inveja dos demais presidentes e governadores, que procuravam de alguma forma derrubar Daniel.


Como não conseguiram acusá-lo em nada, eles tramaram um plano propondo ao rei que firmasse um decreto a qual proibia que qualquer pessoa, no período de trinta dias, fizesse qualquer petição a outro homem ou a algum deus a não ser ao próprio rei. Quem desobedecesse deveria ser lançado na cova dos leões.


Ao saber disso, o profeta entrou em sua casa e, em seu quarto, que tinha as janelas apontando para o lado de Jerusalém, orava e rendia graças diante de Deus três vezes ao dia, como costumava fazer (Daniel 6:10).


Quando aqueles homens flagraram Daniel orando a Deus, logo eles o acusaram formalmente, obrigando o rei a executar sobre ele a sentença prevista no decreto. Dario gostava de Daniel e até tentou achar uma maneira de livrá-lo da sentença, mas não conseguiu. Daniel foi lançado na cova dos leões e uma pedra foi colocada sobre a abertura da cova, sendo selada pelo próprio rei para que nada fosse alterado.


O segundo motivo que fez com que Daniel fosse lançado na cova dos leões está relacionado ao costume persa, o povo que governava a Babilônia naquele período. Os persas eram zoroastrianos, e consideravam o fogo sagrado.


Assim, eles entendiam que era completamente inapropriado executar alguém através do fogo, diferente dos babilônios que tinham na fornalha uma de suas principais forma de execução. O episódio envolvendo Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo ilustra bem essa questão. É por isso que a sentença de morte contra Daniel consistiu em lançá-lo na cova dos leões.


O que aconteceu com Daniel na cova dos leões?

A Bíblia apenas informa que Daniel não sofreu dano algum enquanto esteve na cova dos leões. Na verdade, a narrativa bíblica enfoca nessa parte mais a pessoa do rei Dario, e não a de Daniel. Dario foi para o seu palácio e passou a noite em jejum e sem conseguir dormir, além de também ter dispensado qualquer tipo de distração (Daniel 6:18).

Apesar das pessoas dizerem que Daniel deitou em cima dos leões, fez de um deles seu travesseiro, se cobriu com suas jubas e outras coisas desse tipo, tudo o que realmente se sabe é que Daniel permaneceu na cova dos leões durante uma noite inteira, e que nada lhe aconteceu porque Deus enviou um anjo para fechar a boca dos leões.


No dia seguinte, bem de manhã, o rei foi com pressa à cova dos leões, e chegando lá chamou por Daniel com voz triste. Quando soube que o profeta estava vivo, imediatamente mandou tirá-lo de lá, e ordenou que todos aqueles homens que tinham acusado Daniel fossem lançados, juntamente com suas famílias, na cova dos leões. O texto bíblico informa que antes mesmo que tivessem chegado ao fundo da cova, os leões já tinham atacado todos eles (Daniel 6:24).


Quantas vezes Daniel foi lançado na cova dos leões?

A Bíblia afirma que Daniel foi lançado na cova dos leões apenas uma vez, permanecendo nela durante uma noite inteira. No entanto, existe um registro considerado como não inspirado incluso na Septuaginta, que conta a história de uma segunda suposta condenação de Daniel à cova dos leões.

Segundo essa narrativa que não pertence ao livro canônico original de Daniel, mas que foi escrita entre 200 e 100 a.C., Daniel foi lançado na cova dos leões após o povo pressionar o rei, e ali permaneceu durante seis dias.


Durante esse período, ele teria recebido, inclusive, a visita do profeta Habacuque que foi transportado miraculosamente até a cova para prover alimento. De acordo com o texto, Daniel teria sido libertado da cova dos leões no sétimo dia, e seus acusadores lançados em seu lugar.


Esse relato pertence ao que parece ser um conjunto de histórias exageradamente lendárias, atribuídas, talvez por alguma tradição oral, à história de Daniel na Babilônia. Nem os judeus e nem a Igreja Reformada consideraram essa adição como parte inspirada do cânon do Antigo Testamento.


O que aprendemos com Daniel na cova dos leões?

Certamente o episódio de Daniel na cova dos leões nos ensina sobre a soberania de Deus na forma com que Ele governa todas as coisas nos mínimos detalhes. Nada foge do controle do Deus de Israel, Ele é o Senhor da História.

Nosso Deus possui poder absoluto sobre tudo e todos. Ele controla não só a natureza, mas os reinos e os reis e todo Universo. Aquele que abriu o mar para o povo de Israel passar é o mesmo que fez com que as muralhas de Jericó ruíssem, preservou o profeta Jonas no ventre de um grande peixe, livrou três de seus servos da morte em uma fornalha de fogo e fechou a boca dos leões naquela cova.


Tamanha demonstração de poder fez com que até mesmo aquele rei pagão reconhecesse de forma oficial em um decreto que o Deus de Daniel é o Deus vivo e eterno, cujo reino é indestrutível, e seu domínio inextinguível. “Ele livra, e salva, e faz sinais e maravilhas no céu e na terra; foi Ele quem livrou a Daniel do poder dos leões” (Daniel 6:27).


Além disso, também aprendemos com Daniel a sermos corajosos nas situações mais extremas, e não negar ao Senhor mesmo que nossa própria vida dependa disso. Mesmo com o decreto acerca da cova dos leões vigente, Daniel não tentou se esconder, ao contrário, ficou em seu próprio lugar, e fez o mesmo que de costume já fazia: orou a Deus e rendeu-lhe graças.


Para Daniel, a cova dos leões era um ambiente muito mais agradável do que o conforto de um palácio sem poder orar a Deus. Daniel colocou a honra de Deus acima de seu próprio bem-estar, e sua vida com Ele acima de sua própria vida terrena. Diante da riqueza de sua comunhão com Deus, do tesouro de poder confiar no Criador dos céus e da terra, a cova dos leões era um preço muito pequeno a se pagar.


O resultado da cova Daniel foi libertado da cova dos leões, mas muitos outros homens justos e tementes a Deus não escaparam do sofrimento de uma condenação cruel. Abel foi morto por seu próprio irmão, a tradição afirma que o profeta Isaías foi serrado ao meio. Estêvão foi apedrejado, o apóstolo Pedro foi crucificado de cabeça para baixo e Paulo de Tarso foi decapitado.

Isso significa que se Deus prover o livramento fechando a boca dos leões, Ele é o Deus Todo-Poderoso, mas se Ele permitir que um de seus servos seja devorado por leões como muitos cristãos do primeiro século experimentaram, Ele ainda continua sendo o único e verdadeiro Deus, o Onipotente pelo século dos séculos. Aqui cabe a declaração de Jó: “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13:15).



Daniel Na Cova Dos Leões


sábado, 7 de outubro de 2017

Quem Foi O Rei Salomão?


O rei Salomão foi o terceiro rei de Israel, filho de Davi e Bate-Seba (2 Sm 12:24). O rei Salomão governou sobre Israel aproximadamente entre 971 e 931 a.C. Salomão é conhecido por sua sabedoria, e por ter sido o rei que construiu o primeiro Templo de Jerusalém. Neste texto conheceremos um pouco mais sobre quem foi Salomão na Bíblia.

O nome do rei Salomão aparece cerca de 300 vezes no Antigo Testamento e 12 vezes no Novo Testamento. Entretanto, Salomão não é mencionado na narrativa bíblica até que são descritos os últimos dias de seu pai, o rei Davi.

A história de Salomão
O rei Salomão também era conhecido por Jedidias, que significa “amado pelo Senhor”, como assim foi chamado pelo profeta Natã (2 Sm 12:25). Não existe praticamente nenhuma informação sobre os primeiros anos de vida e a juventude de Salomão.

Sabe-se que ele foi o segundo filho de Davi e Bate-Seba, ex-mulher de Urias, já que o primeiro filho do casal morreu logo após o nascimento (2 Sm 12:18). Falando especificamente sobre seu pai, Salomão então foi o quarto dos filhos de Davi nascidos em Jerusalém (2 Sm 5:14), (2 Sm 12:24)

Considerando as informações bíblicas acerca da vida de Davi, podemos estabelecer um parâmetro sobre o tipo de ambiente em que Salomão cresceu. Sabemos que Davi casava-se com frequência, o que obviamente resultava em constante tensão entre as esposas e seus filhos, que protagonizavam as mais variadas intrigas, geralmente em busca de prestígio.

A coroação do rei Salomão
Durante o período em que Davi esteve debilitado antes de sua morte, houve uma intensa luta pelo trono de Israel. A oposição inicial de Absalão também pôde ser vista na pessoa de Adonias, o mais velho dos filhos sobreviventes de Davi (2 Sm 3:4), (1 Rs 1:5s).

Adonias conseguiu o apoio de Joabe, ex-general de Davi, e do sacerdote Abiatar, e tentou de todas as maneiras ocupar o trono de Davi ainda nos últimos dias dele, fazendo inclusive uma festividade de coroação.

Quando souberam do plano de Adonias, os aliados de Salomão trataram de trabalhar para que Davi se lembrasse da promessa ainda não cumprida a respeito de Salomão, de que ele seria seu sucessor (1 Cr 22:9,10). Assim, Davi deu ordens acerca da ascensão de Salomão ao trono, e este foi coroado rei em Israel, sendo ungido por Zadoque (1 Rs 1:28-39). Provavelmente quando foi coroado rei Salomão não tinha muito mais do que 18 anos.

O reinado do rei Salomão
O rei Salomão reinou por 40 anos em Israel. Os estudiosos discutem se o seu período de reinado ocorreu aproximadamente entre 971 e 931 ou entre 960 e 920 a.C., sendo a primeira possibilidade a mais provável.

Logo após a morte de Davi, o rei Salomão seguiu as instruções de seu pai e agiu em conformidade para solidificar sua posição como rei e desmantelar sua oposição. Assim, após as mortes de Adonias e Joabe, e o banimento de Abiatar, Salomão passou a reinar sem oposição interna.

O rei Salomão herdou de Davi um extenso território, com aproximadamente 128 mil quilômetros quadrados. Durante seu reinado, Salomão melhorou muito as condições domésticas em Israel. O rei Salomão substituiu as antigas divisões tribais por uma divisão de seu território em 12 distritos administrativos, os quais cada um possuía um oficial comissionado pelo rei.

Esses distritos tinham a responsabilidade de prover o sustento para corte durante o ano, sendo então cada distrito responsável pelo suprimento de um mês. A lista de mantimento era bastante onerosa e pode ser consultada em 1 Reis 4:22,23.

A corte do rei Salomão era bastante completa e organizada, e os seus auxiliares de governo eram chamados de príncipes, sendo eles:

Azarias, filho de Zadoque, como sumo sacerdote.
Eliorefe e Aias, secretários.
Josafá, encarregado dos registros.
Benaia, o general do exército.
Zadoque e Abiatar, sacerdotes.
Azarias, filho de Natã, como supervisor dos 12 oficiais comissionados nas unidades administrativas.
Zabude, conselheiro do rei.
Aisar, mordomo.
Adonirão, superintendente do serviço forçado que foi utilizado por Salomão em suas realizações.
No âmbito militar, o rei Salomão também fez melhorias significativas. Ele introduziu carros de batalha e cavalaria em seu exército. Também proveu novas estradas e estabeleceu fortalezas de fronteira para guardar as rotas de comércio.

O rei Salomão como um grande comerciante
A atividade comercial era o ponto forte do reinado de Salomão. Ele controlou rotas de comércio e estabeleceu pontos estratégicos de atuação que lhe renderam muita receita, de modo que a prata tornou-se tão comum em seu reino quanto à pedra e o cedro, fazendo com que ele vivesse em meio a um esplendor de riquezas nunca visto antes em Israel. Salomão conseguiu boa receita através das taxas cobradas das caravanas que precisavam cruzar seu território.

O rei Salomão foi um grande diplomata, e utilizou até mesmo os seus casamentos para conseguir vantajosos acordos internacionais para sua nação, fazendo com que durante todo o seu reinado, raramente Israel preciasse se preocupar com alguma ameaça militar.

O primeiro acordo comercial de Salomão foi com Hirão, rei de Tiro. Nele, Salomão pagava anualmente algo equivalente a 2.000 toneladas de trigo e 400 mil litros de azeite de oliva puro, em troca de madeira e marmoreiros para suas construções.

O rei Salomão também firmou um contrato com comerciantes do Egito para o comércio de cavalos e carros, e, por sua vez, os exportava aos heteus e sírios obtendo bom lucro (1Rs 10:28ss).

A atuação comercial que trouxe mais lucro para o rei Salomão foi seu comércio marítimo, onde seus barcos navegavam pelo Mar Vermelho, no Oceano Índico, chegando até Ofir. Tais viagens poderiam durar até três anos.

Quando considerara a receita anual proveniente de suas estratégias comerciais, das taxas que recebia pelo tráfego de mercadorias e dos impostos que recebia da população presente em todo o território que controlava, a estimativa da soma atinge um nível excepcional, colocando o rei Salomão como um dos homens mais ricos de toda a História da humanidade.

A construção do Templo e os outros edifícios do rei Salomão

De todas as construções realizadas durante o reinado do rei Salomão, certamente o Templo em Jerusalém é a mais importante delas. Conforme a promessa do próprio Deus, o rei Salomão executou o projeto de seu pai de construir um Templo para abrigar a Arca da Aliança.

Para obter a mão de obra necessária, o rei Salomão recorria ao trabalho forçado. Ele fez colocou os cananeus na condição de escravos do estado de Israel (1 Rs 9:20,21). Todavia, o número de trabalhadores cananeus era insuficiente para suprir seus planos, então ele recrutou israelitas para tal tarefa, obrigando-os também a um tipo de trabalho forçado.

Essa medida foi bastante impopular, fato que ficou evidenciado no episódio do assassinato de Adonirão, o superintendente dos grupos de trabalhadores (1 Rs 4:6), 1 Rs 5:13-18; (2 Cr 2:17,18).

O Templo construído por Salomão ficava localizado no Monte Moriá, o lugar onde o rei Davi havia edificado um altar ao Senhor (2 Sm 24:16-25); (1Cr 21:15-25) e provavelmente onde Abraão teria subido com Isaque para sacrificá-lo.

Apesar de Davi ter coletado materiais para a construção do Templo (1 Cr 22:2-4), foi no quarto ano do reinado de Salomão que ele começou a ser construído. Mesmo parecendo uma construção com uma dimensão modesta na atualidade, o edifício do Templo representava uma construção grande na época, medindo: 30 metros de comprimento, 10 de largura e 15 metros de altura. Sua construção levou um período de sete anos.

Quando concluiu a construção do Templo no décimo primeiro ano de seu reinado, o rei Salomão planejou uma grande celebração, onde muitos sacrifícios foram oferecidos na dedicação do edifício (1 Rs 8-9); (2 Cr 5-7).

Dentre os outros edifícios construídos pelo rei Salomão em Israel, podemos destacar:

A casa do bosque do Líbano que tinha 50 metros de comprimento, 25 de largura e 15 metros de altura.
Um pórtico de colunas medindo 25 por 15 metros.
Uma sala para seu trono, onde ele realizava os julgamentos.
Uma casa para a filha de Faraó, uma de suas esposas, cujo local possuía a imponência digna de uma filha de um monarca egípcio.
A própria residência de Salomão foi um uma construção considerável, onde acomodava 700 esposas e 300 concubinas, além dos servos necessários (1 Rs 11:3). Salomão também edificou Milo, uma enorme fortaleza para proteger o Templo (1 Rs 9:24).

A sabedoria do rei Salomão
Em 1 Reis 3 e 2 Crônicas 1 lemos o registro do sonho que o rei Salomão teve, onde o Senhor lhe apareceu e lhe perguntou o que ele mais desejava receber. Salomão poderia ter pedido riquezas, longevidade ou honra, porém o jovem rei pediu sabedoria, isto é, “um coração compreensivo” para poder governar prudentemente o seu povo.

Um dos episódios que mais destaca a sabedoria do rei Salomão é aquele em que duas mães compareceram à sua presença disputando um único recém-nascido. O caso era bastante difícil, pois não havia nenhuma testemunha.

Com muita sabedoria, o rei Salomão propôs que o menino fosse dividido em duas partes para solucionar o problema. Diante da possibilidade da morte de seu filho, a verdadeira mãe preferiu entregar o menino à mulher impostora, e isto fez com que Salomão julgasse aquela causa de forma impecável.

A sabedoria do rei Salomão também pode ser percebida em toda literatura que ele produziu. Salomão compôs milhares de provérbios e cânticos (1Rs 4). A profundidade de seus provérbios também impressiona, de modo que a Bíblia relata que ele discorreu sobre as árvores, os animais, as aves, os répteis e os peixes (1Rs 4:33).

Além dos relatos bíblicos, muitas lendas e documentos da antiguidade se referem a espetacular sabedoria de Salomão. Entre os livros da Bíblia, é atribuído a Salomão a autoria de uma grande parte do livro de Provérbios, bem como Eclesiastes e Cântico dos Cânticos, também chamado de Cantares de Salomão e os Salmos 72Salmos 127.

A Bíblia diz que a sabedoria de Salomão impressionava de tal modo que vinham pessoas de todos os povos e de todos os reis da terra para ouvir de sua sabedoria (1Rs 4:34). Uma dessas visitas foi feita pela rainha de Sabá, que “veio dos confins da terra” para poder ouvir pessoalmente a sabedoria do rei Salomão (Mt 12:42).

A rainha de Sabá fez muitas perguntas e enigmas a Salomão, e o rei respondeu inteligentemente a todos os questionamentos feitos por ela, deixando-a completamente impressionada (1Rs 10:8). Na ocasião, a rainha de Sabá presenteou o rei Salomão com muitos presentes, além de 120 talentos de ouro (1Rs 10:8-10). Saiba mais sobre os pesos e medidas na Bíblia.

O declínio e morte do rei Salomão
Apesar de toda a sabedoria que tinha, o rei Salomão tomou atitudes que lhe trouxeram problemas, dentre as quais podemos destacar:

O trabalho forçado a qual submeteu o seu povo.
As práticas comerciais internacionais que de alguma foram fizeram com que a idolatria entrasse no meio do povo pelo contato com outros povos.
A pesada carga de impostos que sobrecarregava os israelitas.
A intensa poligamia, que foi o principal meio pelo qual outros deuses começaram a ser considerados em território hebreu.
De toda essa lista, certamente sua vida conjugal é a que mais merece destaque, pois além da poligamia praticada por Salomão, suas esposas estrangeiras fizeram com que, em sua velhice, ele praticasse uma adoração mista, seguindo outros deuses (1Rs 11:4).

Para o rei Salomão, o casamento fazia parte de sua estratégia política, ou seja, ele firmava muitas alianças através de seus casamentos. Foi assim que ele atingiu o impressionante número de 700 esposas além de 300 concubinas.

Entres as esposas do rei Salomão estava a filha de Faraó, e, por ocasião dessa união, o Faraó do Egito lhe deu como dote a cidade de Gezer (1Rs 9:16). Algumas tradições árabes, judaicas e etíopes, sugerem que Salomão também teve um relacionamento amoroso com a rainha de Sabá, tendo até mesmo nascido um filho desse envolvimento, Menelik I, fundador da casa real etíope, porém a Bíblia não relata nada acerca disso.

O grave pecado do rei Salomão, ao afrontar a adoração monoteísta em Israel quando começou a seguir outros deuses para satisfazer suas esposas estrangeiras, não poderia ficar impune. Tal comportamento foi reprovado pelo Senhor que, por sua misericórdia e amor a Davi, suspendeu seu julgamento total durante o período de vida de Salomão, ou seja, não lhe tirou o reino, mas após a sua morte o castigo foi derramado e o reino foi tirado de seu filho, na ocasião em que o reino de Israel foi dividido.

Mesmo em vida, Salomão experimentou as ameaças de inimigos levantados por Deus, como Hadade, Rezom e Jeroboão. Esse último era um líder forte e trabalhador que se rebelou contra as políticas do rei Salomão, e nos dias de reinado do filho de Salomão, Roboão, ele dividiu o reino de Israel em duas partes, norte (Israel) e sul (Judá), e se tornou rei sobre as 10 tribos do norte. Saiba mais sobre os reis de Israel e reis de Judá.

Apesar de encerrar sua vida de forma melancólica, deixando um reino desgastado e prestes a ruir, o rei Salomão fez contribuições importantíssimas para Israel, sendo aquele que construiu o Templo, o que colocou Israel no cenário internacional e foi o principal autor da literatura de sabedoria hebraica.

Também é importante mencionar que toda a glória e esplendor do reino de Salomão tipificou o reino eterno do Messias, de forma que o Salmo 72, num frequente uso de linguagem hiperbólica, ao mesmo tempo em que se refere ao rei humano também prenuncia o Cristo.


sábado, 10 de junho de 2017

Respostas Bíblicas

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sábado, 3 de junho de 2017

Lúcifer na Bíblia


lúcifer
substantivo masculino
1. o maior, ou o primeiro, de todos os demônios; diabo ☞ inicial ger. maiúsc.

2. denominação do planeta Vênus, como uma estrela matutina ou vespertina ☞ inicial ger. maiúsc.

3. aquele que carrega a luz; portador de luz.

4. fig. indivíduo turbulento, endiabrado.

Versículos de Lúcifer

Lúcifer foi um querubim criado por Deus, um anjo poderoso e belo, conhecido pela sua luz. Mas o orgulho de Lúcifer fez com que quisesse ser maior que Deus. Atacar a autoridade de Deus é muito grave, e por isso, foi castigado.
Conhecido agora como diabo, Lúcifer é o pai da rebelião, e conseguiu juntar do seu lado um terço dos anjos que estavam no céu. Mas tanto ele como o seu exército já estão derrotados, graças à morte e ressurreição de Jesus na cruz.

Lúcifer na Bíblia

Como você caiu dos céus,
ó estrela da manhã, filho da alvorada!
Como foi atirado à terra,
você, que derrubava as nações! Você, que dizia no seu coração:
"Subirei aos céus;
erguerei o meu trono
acima das estrelas de Deus;
eu me assentarei no monte da assembleia,
no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto
que as mais altas nuvens;
serei como o Altíssimo". Mas às profundezas do Sheol
você será levado,
irá ao fundo do abismo!
Isaías 14:12-15

Seu coração tornou-se orgulhoso
por causa da sua beleza,
e você corrompeu a sua sabedoria
por causa do seu esplendor.
Por isso eu o atirei à terra;
fiz de você um espetáculo
para os reis. Por meio dos seus muitos pecados
e do seu comércio desonesto
você profanou os seus santuários.
Por isso fiz sair de você um fogo,
que o consumiu,
e reduzi você a cinzas no chão,
à vista de todos
os que estavam observando.
Ezequiel 28:17-18

Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar nos céus. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra.
Apocalipse 12:7-9

Isso não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz.
2 Coríntios 11:14

Ele respondeu: "Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago.
Lucas 10:18

Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.
1 Pedro 5:8

O Diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.
Apocalipse 20:10

Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.
João 12:31

Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.
Efésios 6:11-12


        Mistérios da Bíblia - A Queda de Lúcifer.

A HISTORIA DA BÍBLIA TEMA LÚCIFER COMPLETA

terça-feira, 2 de maio de 2017

Por que Jesus foi batizado?

Jesus foi batizado por João Batista para revelar sua identidade, marcar o início de seu ministério e ser um exemplo para todos nós. Jesus não tinha pecado nem precisava ser batizado para arrependimento.

João Batista batizava o povo para arrependimento de seus pecados. Ele estava preparando os corações das pessoas para a vinda de Jesus (Marcos 1:2-4). Quando Jesus veio para ser batizado, João Batista não quis. Ele sabia que Jesus era o Messias e não tinha pecado. Mas Jesus lhe disse que era necessário, para cumprir toda a justiça. João Batista concordou e batizou Jesus (Mateus 3:13-15).


Veja aqui mais sobre João Batista

Jesus foi batizado para revelar sua identidade

Quando Jesus saiu da água, o Espírito Santo desceu sobre ele em forma de pomba e uma voz dos céus disse “tu és o meu filho amado; em ti me agrado”. Jesus foi publicamente reconhecido como Filho de Deus (Lucas 3:21-22).

João Batista reconheceu esse sinal. Deus lhe tinha avisado que quando ele visse o Espírito Santo descendo sobre alguém, essa pessoa era o Filho de Deus (João 1:32-34). Quando Jesus foi batizado, Deus confirmou que ele era o Salvador prometido, que iria tirar o pecado do mundo.

Jesus foi batizado para marcar o início de seu ministério

Antes de seu batismo, Jesus tinha vivido como uma pessoa normal, sem ensinar o povo nem realizar milagres. Ele foi carpinteiro e não chamou muita atenção para si. O batismo marcou o fim do tempo de crescimento e preparação e o início do ministério público de Jesus.

Quando Jesus foi batizado, ficou confirmado que ele tinha o poder do Espírito Santo para realizar a vontade de Deus. Seu batismo também revelou o propósito de seu ministério: se identificar com o pecador arrependido e levar nossos pecados (Romanos 6:3-4).

Descubra aqui: Jesus começou seu ministério com quantos anos? Porquê?

Jesus foi batizado como exemplo para todos nós

Jesus foi um exemplo para nós em tudo que fazia. Ele foi batizado para mostrar a importância do arrependimento. O arrependimento é essencial para a salvação (Atos dos Apóstolos 2:38). Quando alguém se arrepende de seus pecados e aceita Jesus como seu salvador, ele se torna filho de Deus.



O batismo cristão também é importante como sinal público de comprometimento com Deus (1 Pedro 3:21-22). Jesus mostrou que era completamente dedicado a fazer a vontade de Deus. Ele também ordenou o batismo de cada pessoa que se compromete a ser seu seguidor (Mateus 28:19-20).

     Jesus Reconhece João Batista


Autor Fonte

terça-feira, 28 de março de 2017

Do que morreram os 12 discípulos de Jesus?


Os 3 evangelhos sinóticos trazem a lista dos 12 apóstolos (Marcos 3,16-19, Mateus 10,2-4 e Lucas 6,13-16). Eles eram Simão, chamado de Pedro, Andréia, irmão de Pedro, Tiago, filho de Zebedeu, João, irmão de Tiago e autor do 4 evangelho, Filipe, Bartolomeu, Tomás, Mateus, o cobrador de impostos e autor do primeiro evangelho, Tiago o menor ou Tiago de Alfeu, Judas Tadeu (em Lucas se chama Judas de Tiago), Simão o cananeu (Lucas chama de Simão, chamado Zelota) e Judas Escariotes, que traiu Jesus.

Os Atos dos Apóstolos, no início falam de 11 apóstolos, faltando Judas, que morreu depois de ter traído Jesus. Depois da ascensão de Cristo Matias é escolhido como apóstolo, para ocupar o lugar de Judas.

A Bíblia não conta como morreu cada um desses apóstolos. Os dados que temos não são certos e se baseiam em tradições ou nos escritos apócrifos. Abaixo dou a lista dos apóstolos com as respectivas tradições inerentes às suas mortes.

Pedro: João 21,18 sugere que Pedro morreu na cruz. Clemente de Roma, que morreu em 95 depois de Cristo, diz que a sua morte aconteceu no tempo de Nero, por volta do ano 64. A tradição posterior diz que os romanos crucificaram Pedro de cabeça para baixo, pois o apóstolo teria pedido de não ser comparado com Cristo. Uma outra tradição diz que no período em que devia ser crucificado, encontrou, às portas de Roma, Jesus que lhe perguntou: quo vadis? (aonde vai?). Isto aconteceu enquanto Pedro estava fugindo de Roma para evitar a morte; o encontro teria mudado a sua decisão e voltou para Roma.

André: A tradição do martírio desse apóstolo está ligada à ‘cruz de santo André’, em forma de x, presente na bandeira da Escócia. Portanto teria sido crucificado numa cruz em forma de x.

Tiago: o irmão de João, como conta Atos 12,1-2, foi martirizado em Jerusalém, por causa da perseguição de Herodes Agripa, por volta do ano 40 depois de Cristo. Em Jerusalém teve um papel importante na comunidade nascente. Na Espanha é conhecido como Santiago e uma tradição diz que ele, depois da ressurreição, foi anunciar o Evangelho naquele país. Além disso, conta-se que, depois do martírio, os restos mortais viajaram, milagrosamente até à Espanha, onde está o seu túmulo.

João: Conta-se que morreu com cerca de 100 anos. Foi preso, em Éfeso, no tempo do imperador Domiciano, em 89, e levado até Roma onde é condenado à morte. A pena, porém, foi mudada em exílio, em Patmos. Passou alguns anos naquela ilha e voltou para Éfeso, onde morreu.

Filipe: Atos dos Apóstolos afirma que ele se encarregou da evangelização da Samaria e de Cesareia. Parece que era casado e tinha filhos (Atos 21). A respeito da sua morte sabemos pouco. Alguns dizem que morreu em Hierápolis, também crucificado, mas outras tradições afirmam que por causas naturais.

Bartolomeu: é o apóstolo, amigo de João, que pergunta: Por acaso vem alguém que presta de Nazaré? A tradição diz que foi um grande missionário e que teria chegado até na Índia. Quanto à sua morte, conta-se que foi martirizado, tendo sido tirada a sua pele, provavelmente na Síria.

Tomás: É o apóstolo que não acredita na ressurreição de Jesus, que pretende tocar o Cristo ressuscitado. Mas é também aquele que diz: Vamos morrer com Ele. Ele teria evangelizado na Síria e na Pérsia, mas sobretudo em Índia, onde foi teria sido martirizado

Mateus: O cobrador de impostos e escritor de um evangelho teria morrido em Etiópia e o seu túmulo se encontra em Salerno, na Itália.

Tiago Menor: É o autor de uma das cartas católicas que tem o seu nome. Não sabemos quase nada da sua morte, mas pode ter sido martirizado em 62 depois de Cristo.


Judas Tadeu: Também escreveu uma carta, a última carta católica. Teria morrido mártir no ano 70, em Mesopotâmia.

Simão: Morreu, como conta a tradição, junto com Judas Tadeu, na Mesopotâmia. É o apóstolo associado ao movimento dos revoltosos da Palestina contra o império romano, os Zelotas.

Judas Escariotes: Traiu Jesus com 30 moedas. Mateus conta que, depois da morte de Cristo, ele se enforcou. Atos dos Apóstolos: 27, 3-5 conta que foi substituído por Matias.












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Tanto como os texto Fonte como o Autor desse Blog
"Ganhando Almas Para Jesus"

Fonte:

sábado, 12 de novembro de 2016

A ARCA DA ALIANÇA, ARCA DO CONCERTO

A arca da Aliança era o símbolo maior da Kavod "substância pesada", a Glória que vinha do trono e da presença de Deus.

Era o artigo mais sagrado de todos os objetos presentes no Tabernáculo. E o Tabernáculo foi construído para abrigar a Arca, para que Deus pudesse habitar no meio do Seu povo.

A primeira peça de mobiliário feita por Moisés, foi a Arca da Aliança, logo depois que Deus o instruiu a construir o Tabernáculo. E foi posta em cima do propiciatório, entre os dois Querubins, onde somente a Kavod de Deus habitava.

De dia a glória de Deus se manifestava na forma de uma nuvem e de noite viam-na em uma coluna de fogo.

ARCA DA ALIANÇA

A arca era uma caixa retangular que media 1,14m de comprimento por 68,58cm de largura. Feita em madeira de acácia coberta de ouro por dentro e por fora, havia uma borda de ouro rodeando sua parte superior, anéis de ouro nos quatro cantos, e bastões de madeira cobertos por ouro para que pudessem carregá-la.

Havia uma tampa para a arca da aliança, feita de ouro puro, era o propiciatório. Em cada extremidade da arca, estavam dois querubins de ouro, um de frente para o outro, com seus olhares dirigidos ao propiciatório. As suas asas se tocavam mutuamente, estendidas para cima.

A bíblia apresenta a arca como uma das mais claras tipificações de Jesus Cristo, assim como eram o altar de bronze, a mesa do pão da proposição, e o altar de incenso. A madeira de acácia representava a vida e o ministério do Senhor. A madeira de acácia era muito dura, quase que indestrutível, e cresce em meio ao deserto do Sinai.

A acácia falava da humanidade de Cristo, que era como a "raiz de uma terra seca" (Isaías 53:2), e que resistiu aos efeitos de deterioração da cruz e da sepultura. O ouro simbolizava a divindade de Jesus. Era Deus que se vestiu da forma humana e habitou entre nós.

A união da natureza humana e divina de Jesus era representada nesta liga nobre, da qual a arca da aliança era constituída, madeira coberta de ouro. Cristo tinha essas duas naturezas. Ele é o Homem-Deus, a expressão da imagem de Deus em sua plenitude.

Assim como ouro deu brilho à madeira da arca, a divindade de Jesus glorificava a Sua humanidade no Seu ministério terreno.
A Arca da Aliança Representava a Presença de Deus.

OS OBJETOS SAGRADOS DA ARCA DA ALIANÇA

HEBREUS:9,4
Originalmente a arca continha três objetos, o pote de ouro que continha o maná do deserto, a vara de Arão que floresceu e as tábuas da lei de Moisés. Todos são também expressões de Cristo e de sua obra salvadora.
O MANÁ

O maná era o alimento fornecido por Deus para os filhos de Israel durante os 40 anos em que estiveram peregrinando no deserto. A palavra maná ???? em hebraico, provavelmente deriva de uma pergunta [ Mäh hū, מַה-הוּא , 'o que é isso?']. É também conhecido por outros nomes, como o "pão do céu".

O maná descia do céu todas as manhãs ao redor do acampamento, juntamente com o orvalho no chão, e era similar à geada. Era semelhante a uma pequena semente de coentro de cor branca, e tinha o sabor de bolos feitos com mel.

O chefe de cada casa recolhia um ômer (cerca de 2,2 litros), por pessoa a cada manhã. Era permitido coletar apenas o suficiente para um dia de sustento, exceto no sexto dia, quando eles se recolhiam o dobro da quantidade para o sábado, e havia sempre a quantidade certa para cada israelita. O que fosse deixado no chão, derretia com o tempo com o calor do sol.

E Arão foi instruído a coletar um ômer de maná em um pote de ouro e colocá-lo dentro da arca. O maná revelou que Deus tinha todo o poder de atender e sustentar as necessidades físicas e espirituais de seu povo. O maná anunciava o ministério de Jesus de várias maneiras.

Jesus se declarou o verdadeiro maná "o pão do céu" (Jo 6:32). O maná desceu do céu, em meio ao deserto. Cristo deixou o seu trono, seu lar celeste, e desceu ao 'deserto' deste mundo. Assim como o povo tinha livre acesso ao maná, igualmente Deus nos deu acesso livre ao seu Filho, para que pudéssemos ter a vida espiritual.

Os israelitas podiam recolher o suficiente para sustentá-los a cada dia. E assim como precisamos de alimento para sustentar o nosso corpo físico, de forma semelhante, o nosso espírito necessita do alimento espiritual, que é Jesus, o nosso 'pão' de cada dia, que mantém a vida com Deus.

A brancura do maná fala de pureza imaculada de Cristo. O maná foi moído e cozido, retratando o sofrimento de Jesus em nosso favor. Ele é o verdadeiro alimento que é suficiente para atender às necessidades de toda a humanidade e satisfazer as almas famintas e sedentas de salvação.
   A Arca da Aliança Ficava no Tabernáculo.

   A VARA DE ARÃO QUE FLORESCEU

O segundo objeto encontrado na arca da aliança era a vara de Arão que floresceu. Em Números 17 vemos a história da vara de Arão brotando. Coré, Datã e Abirão se reuniram 250 líderes das 12 tribos de Israel para contestar o direito dado por Deus a Moisés e Arão de liderar o povo.

Deus abriu a terra, que engoliu Coré e os que com ele estavam. Um fogo que desceu do céu consumiu os outros 250, que se rebelaram contra de Moisés. Moisés foi acusado, logo no dia posterior, pela congregação de Israel, de matar o povo de Deus. Ainda assim, Deus deu mais uma prova de que havia escolhido Arão para ser o sumo sacerdote.

E instruiu Moisés a separar um representante de cada tribo, para trazer uma vara de amêndoa com o nome da tribo inscrita sobre ela. A vara que florescesse indicaria o homem que Deus tinha escolhido para ser o sumo sacerdote. Todas as 12 varas foram postas no Tabernáculo diante do testemunho. Na manhã seguinte, somente na vara de Arão havia crescido flores e amêndoas.

A vara que floresceu era uma imagem, a tipificação da ressurreição de Cristo. Três dias após de sua crucificação e morte, Ele floresceu, brotou e poderosamente ressuscitou para a glória de Deus. E apareceu a inúmeras testemunhas, dez vezes durante um período de 40 dias. Só Ele é "a ressurreição e a vida".

E como a vara de Arão, Jesus também deu frutos. Ele é as primícias dos mortos. Cristo foi ressuscitado o primeiro a ressuscitar, e em breve todos os crerem Nele serão ressuscitados no dia da sua vinda. Cristo também quer que, com Ele, nós produzamos frutos também. Ele é a videira e nós os ramos. Dele recebemos a seiva da vida eterna, que nos faz florescer em frutos do espírito.

AS TÁBUAS DA LEI

A arca da aliança continha também as tábuas da lei. Sobre aquelas pedras estava gravada a lei moral de Deus. O Livro da Lei que Moisés escreveu foi destinado a ser colocado "ao lado" da arca da aliança como testemunha contra os filhos de Israel.

Muitos estudiosos talmúdicos afirmam que o livro da lei foi colocado na arca, segundo o talmude da babilônia (Baba Bathra, 14), mas o Targum de Jonathan, outro 'tipo' similar do talmude, relata que ele foi colocado em uma caixa no lado direito da arca.

Toda a vida e ministério de Jesus foram em cumprimento definitivo da lei. Ele foi "nascido sob a lei", e tinha a lei escrita dentro de seu coração, cumprindo assim toda a escritura. Cristo não veio destruir a lei, mas para cumpri-la. Ele carregou a maldição da lei, se fazendo maldição por nós.

"Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê." Romanos 10:4

UMA BREVE HISTÓRIA DA ARCA DA ALIANÇA

A Arca Seguia à Frente de Israel

A história da arca foi longa e ilustre. Ela era levada à frente dos filhos de Israel, enquanto viajavam do Sinai até Cades, a caminho do seu lugar de descanso. A arca indo adiante dos israelitas representava o Senhor caminhando à nossa frente, era o pastor à frente das ovelhas do seu rebanho. O bom Pastor está a nos conduzir no caminho que devemos seguir durante a nossa peregrinação no 'deserto' deste mundo.

"E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz." João 10:4

A arca, figura da Kavod, a presença de Deus, era levada nos ombros dos sacerdotes, e mostrou o caminho na travessia do rio Jordão, quando os israelitas entraram na terra prometida. Ao comando de Josué, os sacerdotes entraram no Jordão e águas se abriram em ambos os lados, permitindo-lhes passar em terra seca.

É a presença do Senhor nos dá este poder de atravessar as águas de problemas e dificuldades. Não é por nossas conotações físicas, mas é pela fé, pelo clamor, pela certeza, por crer e confiar no amor e na misericórdia divina.

Adiante dos israelitas que marcharam ao redor dos muros de Jericó por sete dias ia a arca da aliança. Era o retrato de que Senhor vai a nossa frente para se engajar na peleja e lutar as batalhas juntamente conosco. Por Ele temos a certeza de que somos mais do que vencedores, podemos triunfantemente em Cristo superar o mundo e suas concupiscências.

A ARCA DA ALIANÇA FOI CAPTURADA

Vemos o relato em 1 Samuel 4, onde Deus permitiu que a arca fosse levada pelos filisteus por causa da desobediência de Israel. O sumo sacerdote Eli caiu de sua cadeira e morreu de um pescoço quebrado, quando soube que a arca tinha sido capturada.

A arca tornou-se uma maldição para os filisteus. Ela foi levada para a casa de Dagon, o deus da vegetação. O ídolo caiu diante da arca por duas vezes, a segunda queda causou a quebra da cabeça e das palmas das mãos. Tumores e furúnculos se espalharam entre os filisteus, o país deles foi invadido por ratos. A praga sobre os filisteus não cessou até que a arca foi devolvida a Israel.

De forma semelhante, Jesus irá julgar e destruir os deuses deste século, e trará juízo sobre aqueles que não adoraram ao único de verdadeiro Deus.

A ARCA DA ALIANÇA LEVADA POR CARROS DE BOI

Os homens de Quiriate-Jearim após terem recuperado a arca da aliança, a deixaram na casa de Abinadabe, local em que permaneceu por 20 anos. Depois que Davi estabeleceu o seu reino em Jerusalém, ele colocou a arca em um carro puxado por bois, para transportá-la para Jerusalém, em desobediência à ordem de Deus, pois somente os levitas poderiam transportar a arca.

Durante a viagem, os bois não podiam suportar a presença de Deus e quase derrubaram a arca do concerto, ocasião em que Uzá estendeu a mão para segurá-la, mas morreu imediatamente, porque ele violou a santidade de Deus tocando a arca. Somente os levitas podiam tocá-la.

O que vendo-o Davi, temeu ser julgado por Deus e não levou a arca para Jerusalém, mas a deixou na casa de Obede-Edom (que era gentio), onde ficou por três meses. E este gentio foi muito abençoado. Deus já apontava que a sua graça estaria disponível para os gentios que pusessem Nele a sua fé.

O Mistério da Arca da Aliança - Jornal da Record -
Série Completa (Rede Record)